Quem nunca errou? Quem nunca pediu desculpas minutos depois de proferir algo que ofendeu a alguém? Quem de nós conseguiu passar até hoje sem nunca ofender, ou ser mal interpretado, ou possuir um senso de justiça que transformou-se em julgamento, que condena até mesmo os que lhe são caros?
Já pedimos tantas desculpas, rogamos perdão a Deus e aos nossos familiares, amigos e colegas...
Muitas vezes, em um breve momento de desequilíbrio, outras durante uma tempestade que por vezes assola nossa vida material ou emocional, nos vemos em posição de pedir o necessário perdão!
Seu par em desarmonia, a perda de um ente querido, uma decepção no trabalho, filhos envolvidos em situações de risco, tudo pode contribuir para um momento que nos leva a baixar o padrão e errar... e ofender.
Não é possível também avaliar o quanto somos influenciados, em determinados momentos, pelos nossos irmãozinhos sem esclarecimento e por aqueles que ainda se dizem nossos inimigos.
Dessa forma, por que não colocar-se no lugar de quem nos ofende? Buscar compreender que ninguém é verdadeiramente mau. Pode estar mau, mas a natureza de todos os espíritos é Divina. Todos têm a centelha Crística que os une ao corpo físico e que os chama de volta para Deus, mais cedo ou mais tarde.
Consideremos que em algum momento de nossas vidas também já fomos aquele ofendeu, magoou e assim poderemos ver o verdadeiro valor de tolerar, de perdoar.
Pela nossa consciência desperta não temos mais o direito de negar o perdão, de permanecer nas trevas da mágoa.
Antes de julgar, de condenar, de se magoar, dando desta maneira forças a ofensa sofrida, seria melhor colocar-se no lugar do agressor. Procurar compreender seus motivos e o que poderia estar o induzindo ao que consideramos erro.
Kazagrande